O Papel do BI na Gestão Estratégica

O Papel do BI na Gestao Estrategica

O BI corporativo, no ambiente organizacional, deve ter como base conceitual a Estratégia ou o Planejamento Estratégico Empresarial, fundamentado no sentido correto dos objetivos a serem alcançados. Dentro de uma organização, o BI fornece aos gestores cenários com métricas que possam mostrar como a empresa está sendo conduzida e como sua estratégia está sendo cumprida.

É comum as pessoas confundirem e acharem que o BI é apenas a “ferramenta” que se usa para analisar as informações. Business Intelligence, na verdade, é toda e qualquer ação, começando pela análise de informações, que possam gerar conhecimento para tomada de decisão.

No ambiente corporativo usamos os KPIs (Key Perfomance Indicator) para sinalizar que aquela informação está nos direcionando para uma determinada ação a ser tomada.

Com a utilização de BSC (Balanced Scorecard) – uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida por professores da Harvard Business School, – pode-se medir e monitorar os indicadores, como mostra o gráfico abaixo:

workflow_biFonte: Wikipedia

Evidentemente, conhecer o seu workflow e suas interferências são de suma importância para que as informações sejam confiáveis e tenham um ganho satisfatório na tomada de decisão.

Os processos precisam estar bem desenhados e as bases transacionais precisam estar o mais pura possível e de preferência com padrões estabelecidos (alguns casos usa-se Data Mining), e manter uma política de monitoramento dessas bases. Aí entra o papel da TI como suporte ao negócio.

A utilização de “ferramentas” para “gerir” o BI é onde estão agrupadas técnicas de leitura e análises das informações que relatórios simples de sistemas legados não fazem, como Slice, Dice, Drill Down, Drill Up, Cubos OLAP, etc. são várias funcionalidades que as ferramentas possuem para auxiliar na gestão da informação.

Tendo esse princípio, esse é o papel do BI no ambiente empresarial, de fornecer aos gestores informações com as quais é possível tomar decisões assertivas para alcançar os objetivos da estratégia da empresa ou em uma visão departamental onde o BI responde para apenas uma certa área da empresa.

Se tivermos um olhar no prisma dos conceitos elaborados pelo Gartner Group, penso que teríamos então, em termos percentuais, o BI composto por 80% Gestão e 20% Tecnologia, considerando a TI como suporte para o BI, que irá fornecer o ambiente propício para esse fim. Essa relação percentual não pode ser invertida.

Fluxo macro de geração de informação e tomada de decisões

fluxo_informacaoFonte: Aula de Gestão de TI – BSP, Anhembi Morumbi

Se BI está ligado à estratégia empresarial, ou a um modelo de negócio departamental, então as definições de visões e métricas do que se deseja enxergar no BI deve ter o modelo Top-Down. A participação da alta direção (ou stakeholders) é fundamental para que o BI tenha seu papel desempenhado na organização. Quando é implementado um programa de Business Intelligence devemos relacionar as questões e suas possíveis decisões, tais como:

  • Questões de alinhamento de metas: é o primeiro passo para determinar propostas de curto e médio prazos do programa.
  • Questões de base: coleta de informações de competência atual e suas necessidades.
  • Custos e Riscos: as consequências financeiras da nova iniciativa de BI devem ser estimadas.
  • Cliente e Stakeholder: determina quem serão os beneficiados da iniciativa e quem pagará por ela.
  • Métricas relacionadas: estes requerimentos de informações devem ser operacionalizadas com clareza e definidas por parâmetros métricos.
  • Mensuração Metodológica: deve ser estabelecido um método ou procedimento para determinar a melhor ou aceitável maneira de medir os requerimentos métricos.
  • Resultados relacionados: alguém deve ser o monitor do programa de BI para assegurar que os objetivos estão ocorrendo. Ajustes no programa podem ser necessários. O programa deve ser testado pela eficácia, rentabilidade e validade.

As organizações precisam estar “culturalmente” aptas para isso. Mudanças de paradigmas sempre são traumáticas, porém necessárias.

Infelizmente são poucos gestores que conseguem visualizar o que o BI representa dentro da corporação. Principalmente quando o gestor vê o BI “apenas” como ferramenta tecnológica e não como parte do seu Core Business. A miopia da alta gestão frente aos benefícios do BI cria uma sensação de investimentos desnecessários em TI, tratando como despesa o que deveria ser tratado como parte da estratégia e de conhecimento das informações produzidas pelos seus sistemas.

Essa sinergia entre a Tecnologia da Informação e o Negócio é que precisa ser entendida pelos gestores. Aliás, não se pode mais pensar em alinhar TI ao Negócio, TI já é parte do Negócio.

O Business Intelligence como “conceito” tem em sua composição o fator de análise e tomada de decisão que só o “humano” irá ter capacidade de fazer, com base em fontes de informações organizadas e com métricas bem definidas. Com a informação na mão, em tempo hábil e com qualidade dos dados, cabe aos gestores à responsabilidade de tomar a decisão perante o cenário encontrado.

Portanto, se os gestores e a alta direção não estiverem envolvidos nesse contexto, o BI não terá sucesso e muito menos a empresa terá sua estratégia consolidada.

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