Walmart: o alto custo do preço baixo

Walmart: The High Cost of Low Price
Walmart: The High Cost of Low Price

Este documentário não é como os que costumamos ver, não mostra o CEO do Walmart praticando sua melhor tacada de golfe enquanto faz comentários reveladores para as câmeras. O filme possui muitas testemunhas, na maioria ex-funcionários.

Logo no início um funcionário da H&H Hardware fala que o Walmart está marchando livremente para o monopólio. Ele diz: “eles possuem a Standard Oil, e a Ma Bell” e “parece que ninguém está prestando atenção”.

Em relação às lojas locais falirem após a chegada do supermercado à cidade, não acho que seja culta do Walmart, afinal no capitalismo vence aquele que consegue oferecer o melhor.

A parte mais triste deste documentário é uma série de espaços abandonados nas ruas principais, loja vazia após de loja vazia, com a versão melancólica de Bruce Springsteen de “Land This Is Your Land” como acompanhamento. Segundo o filme, ganhar de milhares de pequenas empresas de costa a costa não é o único “crime” do Walmart.

Eles também citam o tratamento da companhia a seus empregados, cuja renda média anual é de menos de US$ 14.000. A empresa oferece seguro de saúde, mas é muito caro e os funcionários dizem que a maioria das pessoas não pode pagar. Segundo o documentário, representantes da empresa recomendam abertamente que os trabalhadores se inscrevam em programas de ajuda do governo.

Acredito que uma empresa do porte do Walmart pode negociar com seus fornecedores por melhores preços e condições de pagamento para continuar oferecendo preços baixos aos consumidores, em vez de pagar salários ridículos e oferecer benefícios intangíveis para eles. No documentário mostra que esses funcionários que recorrem ao serviço de saúde pública custam bilhões ao ano para o governo, dinheiro esse que é arrecadado de impostos. Nesse ponto o governo poderia exigir mais do Walmart em vez de oferecer milhões em subsídios para a construção de novas lojas.

O filme mostra a comparação dos benefícios que os funcionários do Walmart da Alemanha possuem e os americanos não. Falta um sindicato para que a situação seja justa para os dois lados: empregados e empregador.

Além destas queixas, também parece ser um problema a segurança nos estacionamentos do Walmart. Após entrevistas com vítimas e suas famílias, uma aparentemente interminável lista de crimes cometidos nos estacionamentos das lojas rola como créditos de cinema. Em seguida, aparece uma mensagem na tela: aqueles eram somente as vítimas dos primeiros sete meses de 2005.

O próprio Walmart fez um estudo que se eles colocasse um segurança rodando pelo estacionamento em um carrinho de golfe, a criminalidade reduziria a quase zero, porém parece que não implementaram essa opção. Sem saber dessa informação eu já tinha medo dos estacionamentos deles a noite por achar muito escuro e sempre procurei parar o carro o mais perto da porta possível.

Sinopse

Enquanto o filme começa com imagens do CEO do Walmart Lee Scott elogiando a corporação em uma grande convenção de funcionários, o filme passa a maioria de seu tempo de execução em entrevistas pessoais. Uma variedade de críticas à corporação emerge dessas entrevistas, demonstrando as práticas do Walmart anti-sindicais, os impactos negativos sobre as pequenas empresas, políticas insuficientes de proteção ambiental e registros pobres dos direitos dos trabalhadores nos Estados Unidos e internacionalmente. O filme termina com entrevistas de líderes comunitários que têm impedido a construção de lojas do Walmart em suas comunidades e uma exortação para que os outros façam o mesmo.

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